No fim de semana encontrei umas "pérolas" guardadas.
Pensei em deixá-las como estavam, escondidas, mas decidi dividir a cafonice.
Houve um tempo que eu descobri meus sentimentos. Escrevi. Porém, já não me recordo a situação que me levou a isso.
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A História do Inesperado
Uma catarse de emoção invadiu meu ser.
Desencadeou um processo de revolução total no meu organismo e culminou numa inesperada reação de movimentos capazes de fazer um minuto parecer uma hora; um dia parecer um mês; um mês parecer um ano e assim sucessivamente.
Por alguns, breves, instantes ocorreu-me ser insensata, mas o que é a insensatez diante do absurdo que é a paixão?
E aconteceu. Algo inigualável, incompreensível, totalmente inesperado. Tudo numa fração de segundos (incontáveis, obviamente!).
Como a mente humana é de uma grandeza ímpar, não é mesmo?!
Por conta de algumas palavras tudo estremeceu. O chão abriu e flutuei numa fantasia real e maravilhosa.
Enfim cheguei, ao mundo concreto, onde as emoções são comedidas e as reações racionalizadas. Neste mundo estacionei, apenas para comprar água, também, só porque o físico (corpo, meu veículo) necessitava. Recolhi minha âncora e parti, novamente, para a estrada dos sonhos.
Ainda não me localizei, mas certamente o farei; aguarde-me!
Ah, surpresas! Tão deliciosas quanto a sensação de estar viva. Alimenta alma, corpo, mente... e provoca anseios e desejos sem expressão capaz de determinar o que é óbvio e o que não.
Sempre se tem um ósculo guardado no bolso e esse é o essencial.
Ah! Flutuações, as divagações de um apaixonado são meros devaneios.
(RBrazil, 31/03/1998)
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(A canção que vou publicar não tem muito a ver com o tema. Tem a ver com o entendimento de um amigo, mas tá valendo!)
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