Nem durante o dia me ocorreu qualquer canção que fosse.
Em contrapartida, palavras flutuaram e me deu uma vontade imensa de escrever.
Algumas linhas tortas saíram da caixola para o teclado e que agora publico para quem quiser me ler.
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(As ideias fervilham em
minha cabeça quando me sinto inspirada.)
Crônica de um amor
perdido
Era um tempo de muita
flor, de muita festa e muito sol.
Outro tempo de somente
folhas, de silêncio e muita chuva.
Os amores são assim,
vêm e vão.
A história que vou lhes
contar não tem muito tempo de ocorrida.
É a história de um
coração que andava serelepe sem compromisso de amor.
Um dia, assim, meio que
de repente, cruzou seu caminho um abraço.
Eles se encontraram por
força das circunstâncias do destino (não vale dizer que foi ao acaso).
O coração livre que só,
se encantou com o abraço que alegre lhe distribuía sorrisos.
O abraço, meio que
desavisado, curtia a presença do coração e os dois se tornaram mais próximos.
O coração que há muito
não sabia o que era se apaixonar não identificou de imediato o novo sentimento.
Achava mesmo que era
uma grande amizade que se iniciara por aquele abraço.
Há que se descrever o
abraço: grande, forte, intenso, carinhoso, seguro.
O abraço, por sua vez,
não percebeu o que o coração deixou transparecer em seus encontros seguintes.
Acreditava que somente
ele sentia vontade de estar com o coração mais vezes que o de costume.
Seguiu-se o tempo, esse
sujeito que em tudo põe termo.
Com ele (o tempo)
vieram os pensamentos e coração e abraço, agora já pensavam um no outro com
certa frequência.
Aconteceu, finalmente,
o dia em que tanto um quanto o outro, se declararam.
O abraço, como bem
demonstrava sua personalidade, foi firme e direto.
O coração..., bem, o
coração não conseguiu se expressar com tanta clareza.
Estava tão inundado de
emoção que mal podia falar.
Suas palavras saíram
confusas e seus pensamentos giravam velozmente em sua cabeça.
Aliás, para que a
cabeça foi entrar nessa história?
Enfim..., o coração,
pobre coração, frustrou o abraço. Que recuou!
Agora, o coração vaga
perdido, sem certeza de que o abraço o corresponde.
Fechou-se em copas, não
tem brilho e voltou a sair por ai sem destino.
O abraço o observa; o tenta; “cutuca”.
Mas, o coração se
perdeu entre o emaranhado de sentimentos que o atinge.
Pobre coração! Não sabe
mais como bater seu ritmo.
Pobre abraço! Que não tem
certeza se poderá ter o coração novamente.
Então, essa é a crônica
do amor perdido, que não sabe como se encontrar, como fazer para viver
novamente a emoção da paixão.
Para quem jamais viu um
coração partido, não é compreensível o que se lê. Mas, para quem já viu um
coração tristonho, sente dó de esse ser.
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