segunda-feira, 30 de junho de 2014

Um tema...

Hoje (30/06/2014), por mais incrível que possa parecer, não acordei com uma música na cabeça.

Nem durante o dia me ocorreu qualquer canção que fosse.

Em contrapartida, palavras flutuaram e me deu uma vontade imensa de escrever.

Algumas linhas tortas saíram da caixola para o teclado e que agora publico para quem quiser me ler.

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(As ideias fervilham em minha cabeça quando me sinto inspirada.)

Crônica de um amor perdido

Era um tempo de muita flor, de muita festa e muito sol.
Outro tempo de somente folhas, de silêncio e muita chuva.

Os amores são assim, vêm e vão.

A história que vou lhes contar não tem muito tempo de ocorrida.
É a história de um coração que andava serelepe sem compromisso de amor.

Um dia, assim, meio que de repente, cruzou seu caminho um abraço.
Eles se encontraram por força das circunstâncias do destino (não vale dizer que foi ao acaso).

O coração livre que só, se encantou com o abraço que alegre lhe distribuía sorrisos.
O abraço, meio que desavisado, curtia a presença do coração e os dois se tornaram mais próximos.

O coração que há muito não sabia o que era se apaixonar não identificou de imediato o novo sentimento.
Achava mesmo que era uma grande amizade que se iniciara por aquele abraço.

Há que se descrever o abraço: grande, forte, intenso, carinhoso, seguro.

O abraço, por sua vez, não percebeu o que o coração deixou transparecer em seus encontros seguintes.
Acreditava que somente ele sentia vontade de estar com o coração mais vezes que o de costume.

Seguiu-se o tempo, esse sujeito que em tudo põe termo.
Com ele (o tempo) vieram os pensamentos e coração e abraço, agora já pensavam um no outro com certa frequência.

Aconteceu, finalmente, o dia em que tanto um quanto o outro, se declararam.
O abraço, como bem demonstrava sua personalidade, foi firme e direto.
O coração..., bem, o coração não conseguiu se expressar com tanta clareza.

Estava tão inundado de emoção que mal podia falar.
Suas palavras saíram confusas e seus pensamentos giravam velozmente em sua cabeça.

Aliás, para que a cabeça foi entrar nessa história?

Enfim..., o coração, pobre coração, frustrou o abraço. Que recuou!

Agora, o coração vaga perdido, sem certeza de que o abraço o corresponde.
Fechou-se em copas, não tem brilho e voltou a sair por ai sem destino.

O abraço o observa; o tenta; “cutuca”.
Mas, o coração se perdeu entre o emaranhado de sentimentos que o atinge.

Pobre coração! Não sabe mais como bater seu ritmo.
Pobre abraço! Que não tem certeza se poderá ter o coração novamente.

Então, essa é a crônica do amor perdido, que não sabe como se encontrar, como fazer para viver novamente a emoção da paixão.
Para quem jamais viu um coração partido, não é compreensível o que se lê. Mas, para quem já viu um coração tristonho, sente dó de esse ser.

[RBrazil – RJ, 30/06/2014.]

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